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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

rua da casa nova

13
Dez09

      Chegar à Granjinha em tempo de Inverno...noutros tempos!

                               

   

    Há umas décadas atrás, quando o acesso mais viável para chegar à Granjinha  era a pé (butes), porque "carro" dificilmente lá aparecia, era pelo Alto da Forca, seguindo por um estreito caminho depois da Quinta do Freire, chegava-se aos  lameiros, por onde no Inverno corria o rigueiro vindo do Franjaneiro !

    Se o rigueiro deixasse, em ultimo caso por cima das paredes, ou então pelas hortas lá bem junto à "Fonte da Moura", por aqui sempre  com um arrepiozito, não fosse ela tecê-las...

    Punha-se pé em terreno seguro no fundo da ladeira, passava-se rente à Quinta do Botas, e lá chegávamos ao alto das Carvalhas ou Carvalhos ou melhor dito à casa nova, na Granjinha!

    Iniciava aí a rua da casa nova a desembocar no "Largo do Carvalho". local onde foi tirada esta fotografia...

   Era pois por aqui o acesso principal à Granjinha, por terra enlameada, sem estas "modernices" do paralelo e com o caminho ainda mais estreito, mas que o saudoso vizinho do lado esquerdo, deixou que se procedesse ao alargamento do caminho para o seu terreno, para poder circular pelo menos uma viatura  ou máquina agrícola de forma fácil.

     Nesses tempos "lutava-se" para alargar caminhos, para poder circular pelo menos uma viatura. Agora quem constrói nesta aldeia, tenta vedar e tapar ou pelo baldio ou estreitar caminho público!

    Basta olhar para o "Campo", parece que o embuste e o abuso é para continuar...

   Este é o tempo que ninguém consegue ímpor sequer que se cumpra  a lei!          

    Mas qual Lei ?

   Olha o milagre se uns roubam milhões, que diferença há-de fazer se metermos um palmito de terra do domínio público para a nossa cerca em prejuízo do que é de todos...

    Mas recordando ainda os outros acessos à Granjinha, estes eram ainda mais impraticáveis. Pelo Franjaneiro, actual acesso, o rigueiro ía alto, pelo Bairro da Várzea  o acesso barrento já perto da aldeia impedia a circulação e os automóveis muitas vezes que vinham à Várzea ficavam junto à estrada de Braga impedidos de subir a rampa.

     Havia ainda uma hipótese, a Veiga da Granja !

     Bem, por aí a água abundante vinda do Cando, corria pelo joelho...

 

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